sábado, 18 de outubro de 2008

De cabeça erguida...

É bom saber aceitar o rumo natural das coisas.

Entender que o processo das coisas nem sempre decorre como esperamos, lidar com as falhas.

A minha área envolve risco, talvez porque desde sempre tenha vivido no limbo.

A linha que separa a vida da morte é muito ténue, um passo em falso e podemos perder tudo.

É nesse limiar que me encontro, vivo com urgência de viver, não como uma louca mas com alguma loucura e ansiedade. Não gosto de perder tempo.

Neste seguimento, dou mais valor àquilo que possuo, sabendo que na verdade nada é meu, sou também menos materialista, porque sei que nenhum pertence "meu" partirá comigo.

Dou mais atenção e valor às pessoas que se cruzam no meu caminho e mais valor àquelas que percorrem o caminho comigo. Seja a que ritmo for, seja qual for o destino, valorizo a partilha, a descoberta, os laços que se criam...

Sou mulher para pedir desculpa quando falho, sou mulher para perceber quando erro, sou humilde para escutar os outros e ouvir suas razões.

Sou mulher para viver a minha verdade, viver com emoção e Amor, sou mulher para ter esperança, sou mulher para sonhar alto, sou mulher para sorrir com gargalhadas soltas, sou mulher para dar os meus gritos de fúria e de dor, sou mulher para abraçar e amar, proteger e ser protegida.

Gosto de ser fiel aos meus sonhos, às minhas ambições e crenças. Respeito-me imenso e fico perturbada quando isso não acontece.

Não gosto de deixar assuntos por resolver, não gosto de ter sentimentos entalados que só num soluço se escapam sem sentido...

Não sou perfeita, falho imenso mas tenho um fundo bom, bem intencionado.

Por isso, no mundo das descobertas, a fé que tenho na vida e no Amor são o que me fazem caminhar de cabeça erguida.

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