terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Hoje senti-me útil.
Vagueando por aí,
Entre sonhos e pesadelos,
Incertezas e vontades.
Um dia de cada vez.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fala por ti.
Os outros podem não pensar/sentir o mesmo que tu.
Não digas: Nós.
Diz antes: Eu.
Fala por ti.
Pensa por ti.
E aceita que nada do que pensas ou sentes é absoluto.
Desconstroi, reconstroi e descontroi outra vez...

domingo, 21 de novembro de 2010

Desapego

Desapega-te do medo, desapega-te da vergonha, da frustração, do sombrio.
Desapega-te dos teus fantasmas, desapega-te da tua raiva, da tua insegurança, das tuas comparações.
Desapega-te do teu corpo, da tua vaidade, da tua felicidade, da tua vontade.
Desapega-te do amor, da amizade, desapega-te das pessoas, do mundo, da natureza, de ti.
Desapega-te das convenções, das crenças e dos dogmas.
Desapega-te dos abraços, do conforto, do carinho.
Desapega-te do sexo, do desejo, da luxúria.
Desapega-te daqueles que tanto amas. desapega-te das recordações, desapega-te das expectativas e dos sonhos.
Desapega-TE.
Descontroi tudo o que conheces e reconstroi outra vez, bit by bit sem qualquer apego.
Nada te pertence, nem tu pertences a alguma coisa ou a alguém.
Vive. Sê. Essa é a dádiva.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

My gift...






A caminho do Paraíso...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Porque já estava farta da indecisão, do anda e não anda.
Do para a frente e para trás.
Farta de esperar que o seu telefone tocasse... E fosse ele.
Nunca era ninguém e o telefone não tinha som.
Era apenas ela e o som do vento que levava os seus cabelos,
A sua esperança,
E os seus sonhos vadios...
Ela já não era aquela pequena criança que um dia tinha conhecido.
Ela era agora uma fada.
Quando descobriu as asas desabrocharem nela.
Voltou-se para si mesma.
Deu um passo para o declive
E Voou.
Meio despenteada disse: " Siga em frente!"

sábado, 28 de agosto de 2010

E acrescentou...
Com o tempo tudo passa.
Pára e respira, escuta o teu coração.
Ele sabe as respostas para as tuas inquietudes.
O ar ofegante, as batidas aceleradas...
Sinais que o corpo transmite e que a mente recusa ouvir...
A mente é gralha, a mente mente
E desmente, a mente é irrequieta.
E confunde-nos com as suas muitas ideias.
"Quero isto, quero aquilo,
Afinal quero aquele outro"
O que quer afinal?
Sossega, respira...
Sem precipitações e sem demasiadas conclusões
Aceita.
As respostas virão,
Como flores que desabrocham
Naturalmente, sem qualquer hesitação.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Apenas um olhar que se transforma num momento que perdura para todo o sempre nesse mesmo olhar...

Contemplo a Impermanência.
Na alma;
No espírito;
Na vontade;
Anicca, Anicca...

domingo, 22 de agosto de 2010

Alma Vazia

Despejo os meus sentimentos num contentor.
Aguardo que o camião do lixo os venha buscar.
...
Só depois me apercebo que devia ter feito reciclagem.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Keep Walking...

E no mesmo instante em que ela se debruçava sobre pensamentos negros.
Eis que uma luz irradiou sobre ela.
Era a esperança que espreitava pela janela.
Comtemplou a luz que emanava lá fora.
Abriu a porta da rua.
Respirou fundo,
Abriu os braços
E começou a andar.

O vácuo.

Quando chega a tempestade e parece que não vai embora...
Uns dias mais cinzentos do que outros...
Vento frio arrepiando a espinha e os nervos.
Os dentes tremem a boca.
Os olhos semi-cerrados.
As costas curvam-se em peso.
Os ombros descaídos revelam a insegurança.
Fechada em copas contrai-se a dúvida.
Os passos tornam-se cada vez mais lentos.
A cabeça cabiz-baixa desmoraliza qualquer sinal de ânimo.
Suspiros atrás de suspiros,
E uma vontade enorme de cair numa profunda e lenta inércia.
Fechada em copas dentro da prisão que criou.
Não vê para além das grandes muralhas que em seu torno gerou.
Contaminando-se no seu tépido odor.
Instala-se a nostalgia e sensação de vazio.
Nada a faz avançar.
Os sonhos e as esperanças parecem adormecidos,
Distantes e vagos.
Já não sabe o que quer,
Já não sabe para onde ir.
Deitada na cama sempre por fazer,
Os lençois amachucados,
O cabelo despenteado,
A maquilhagem borrada.
Acende um cigarro e dá um golo do seu whisky.
E num gesto de desdém sobre a sua própria vida,
Aprecia o queimar do cigarro nos seus lençois.
Com brilho nos olhos e uma réstia de esperança.
Vê o arder da sua própria existência.
Falta-lhe paixão, falta-lhe vida.
É uma casca dura porém oca, vazia...
Lá dentro só ar (contaminado).
Desejo constante de pôr um termo ao suspiro.
Uma fraqueza que se revela em tom de desistência.
Não sabe por onde ir,
Apenas suspira e inspira o fumo do cigarro que arde nos lençois.
Quando finalmente lhe toca na pele o fogo quente
Ela, finalmente, viva se sente!
A sensação é boa demais para deixar ir.
E enquanto a pele se queima e arde
Vem-lhe a vontade...
De rir.
Os seus olhos brilham agora de uma dor de alegria.
O fogo que a consome,
Dá-lhe um prazer enorme
Entretanto a dor torna-se mais intensa,
O fumo sufoca-a gradualmente
O cheiro a carne potrificada,
Deixa-a desarmada.
Qualquer vontade de se debater,
Acaba-se por perder,
Rende-se o espanto
Ao encanto que é
Morrer.
.

terça-feira, 23 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

:) :) HaPpInEsS iS oNlY rEaL wHeN sHaReD :) :)

sábado, 20 de março de 2010

See EMilY PLAY

See Emily Play

Emily tries but misunderstands, ah ooh
She often inclined to borrow somebody's dreams till tomorrow
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
Soon after dark Emily cries, ah ooh
Gazing through trees in sorrow hardly a sound till tomorrow
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
Put on a gown that touches the ground, ah ooh
Float on a river forever and ever, Emily
There is no other day
Let's try it another way
You'll lose your mind and play
Free games for may
See Emily play
(Pink Floyd)