sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Na Aldeia...

Nas aldeias tudo é mais pacato....
Durante o dia, Vêem-se as mulheres na rua, algumas encontram-se depois de almoço no café com as suas Marias e as caturreirices que suscitam interesse.
O cheiro a lenha propaga-se pelas casas com tectos caiados, cães rafeiros ladram para o além divertidos.
Poucos carros, pouco movimento...
Ouvem-se os passáros e sente-se o vento saudável e puro.
À volta, as árvores emanam sua glória imponente.
Quando a tarde se arrasta ao pôr do sol, as mulheres recolhem-se nas suas casas e vão tratar dos seus deveres domésticos.
É então a hora dos homens se reunirem para contar as novidades do dia, discutir preços de casas e terrenos, o futebol e as noticias em destaque.
Prolongam-se nas tabernas até a fome apertar...
O recolher é cedo, a hora de jantar é sagrada e o dia começa de madrugada...
São assim os dias pacatos da aldeia onde quero viver....
Por enquanto sou a estranha que passeia o dia todo e vai ao café tanto de dia como de noite, que leva os seus livros e cadernos, que bebe o seu moscatel e canta, a estranha sem nome que tanto aparece por lá, sempre com um grande sorriso e simpatia, desejosa de me tornar uma aldeã neste quadro tão pitoresco....

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