Um homem vestido de fato e gravata, encolhe-se dentro de uma caixa de cartão e cobre a sua cabeça com outra caixa.
Nasce assim o Homo Formatatus.
Ambas as caixas têm escrito várias perguntas e afirmações existencialistas.
Noutro plano, as três Parcas avançam em passos solenes e compenetrados no seu tear.
Permanecendo quietas com as suas funções.
A primeira Parca desenrola o fio da vida, a segunda mede-o e compõe o seu comprimento, a terceira decide quando tem de o cortar.
O Homo Formatatus é pontapeado levemente pela segunda Parca e em cada pontapé que leva, tira para fora da caixa uma pergunta que imediatamente amarrota e atira para a audiência.
Após alguns pontapés da vida e várias perguntas soltas, o Homo Formatatus, decide sair da sua caixinha, mas não o faz precipitadamente, é uma despedida sincera de um formato a que está habituado, os seus passos são tremidos mas determinados.
Já fora da caixa encontra um instrumento, esse instrumento intriga-o e seduz-lo.
Ele pega no instrumento atentamente num gesto ameno, e começa a tocar.
O ritmo pulsa-lhe nas veias, ele entusiasma-se e o som propaga-se com mais intensidade.
Quando a música atinge o seu climax...
A terceira Parca corta o fio.
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